• O caminho até o monte Gólgota, ajuda de Simão de Cirene

    PER350 analisa o caminho de Jesus até o monte Gólgota, a partir do pretório de Pilatos. Enfraquecido pela flagelação, Jesus não consegue mais carregar sozinho a sua cruz. Simão de Cirene é requisitado pelos soldados. Lucas menciona mulheres em lágrimas na multidão, Mateus relata a recusa de Jesus a uma bebida anestésica. Marcos identifica Simão como pai de Alexandre e Rufo, figuras conhecidas das primeiras comunidades cristãs. Uma sinopse de Mateus, Marcos e Lucas esclarece este episódio que precede imediatamente a crucificação, datada da sexta-feira de manhã, por volta das 9 horas.

    Lucas 23.27 (Bíblia Livre) :
    E seguia-o uma grande multidão do povo, e de mulheres, as quais também ficavam desconsoladas, e lamentavam por ele.
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  • A divisão das vestes e as zombarias

    A perícope PER353 analisa a divisão das vestes de Jesus e as zombarias durante a sua crucificação no Gólgota. Os quatro Evangelhos convergem neste episódio: os soldados lançam sortes sobre a túnica sem costura, cumprindo o Salmo 22.19. Lucas relata a oração de perdão de Jesus por seus algozes, Marcos o seu grito de abandono e Mateus as zombarias dos passantes e dos líderes religiosos. Este artigo sinótico destaca a riqueza teológica de cada relato evangélico.

    João 19.17 (Bíblia Livre) :
    E levando ele sua cruz, saiu para o lugar chamado a Caveira, que em hebraico se chama Gólgota.
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  • O diálogo com os dois malfeitores que estavam ao seu lado

    A perícope 354 analisa o diálogo único relatado por Lucas entre Jesus e os dois malfeitores crucificados ao seu lado (Lc 23,39-43). Um zomba de Jesus; o outro reconhece a sua culpa, afirma a inocência de Jesus e pede para ser acolhido no seu reino. Jesus lhe promete o paraíso «hoje». Esta passagem revela um paradoxo teológico central: Jesus salva a partir da cruz, manifestando uma autoridade espiritual justamente onde tudo parece contradizê-la.

    Lucas 23.26-49 (Bíblia Livre) :
    E enquanto o levavam, tomaram a um Simão Cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse atrás de Jesus.E seguia-o uma grande multidão do povo, e de mulheres, as quais também ficavam desconsoladas, e lamentavam por ele.E Jesus, virando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, mas chorai por vós mesmas, e por vossos filhos.Porque eis que vêm dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não deram a luz, e os peitos que não amamentaram.Então começarão a dizer aos montes: Cai sobre nós; E aos morros: Cobri-nos!Porque, se fazem isto à árvore verde, o que se fará com a árvore seca?E também levaram outros dois, que eram malfeitores, para matar com ele.E quando chegaram ao lugar, chamado a Caveira, o crucificaram ali, e aos malfeitores, um à direita, e outro à esquerda.E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo suas roupas, lançaram sortes.E o povo estava olhando; e os líderes também zombavam com eles, dizendo: Salvou a outros, salve agora a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus.E os soldados também escarneciam dele, aproximando-se dele, e mostrando-lhe vinagre;E dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva a ti mesmo.E também estava acima dele um título escrito com letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.E um dos malfeitores que estavam pendurados o insultava, dizendo: Se tu és o Cristo, salva a ti mesmo, e a nós.Porém o outro, respondendo, repreendia-o, dizendo: Tu ainda não temes a Deus, mesmo estando na mesma condenação?E nós realmente estamos sendo punidos justamente, porque estamos recebendo de volta merecidamente por aquilo que praticamos; mas este nada fez de errado.E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando chegares em teu Reino.E Jesus lhe disse: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra, até a hora nona.E o sol se escureceu, e o véu do templo se rasgou ao meio.E Jesus, clamando em alta voz, disse: Pai, em tuas mãos eu entrego meu espírito.E tendo dito isto, parou de respirar.E o centurião, vendo o o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Verdadeiramente este homem era justo.E todas as multidões que se juntavam para observar, vendo o que tinha acontecido, voltaram, batendo nos peitos.E todos os seus conhecidos, e as mulheres que acompanhando -o desde a Galileia, tinham o seguido, estavam longe, vendo estas coisas.
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  • O diálogo de Jesus com João e as mulheres

    Ao pé da cruz, Jesus confia sua mãe Maria a João, o discípulo amado (João 19.25-27). Único evangelho a relatar essa cena, João destaca a presença corajosa das mulheres e de João no Gólgota. Esse diálogo revela um duplo alcance: humano, pois Jesus assume suas responsabilidades de filho, e espiritual, pois institui uma nova família fundada na fé e não no sangue. João obedece imediatamente, demonstrando sua fidelidade.

    Mateus 27.31-56 (Bíblia Livre) :
    Depois de terem o zombado, despiram-lhe a capa, vestiram-no com suas roupas, e o levaram para crucificar.Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, por nome Simão; e obrigaram-no a levar sua cruz.E quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa “o lugar da caveira”,deram-lhe de beber vinagre misturado com fel. E, depois de provar, não quis beber.E havendo-o crucificado, repartiram suas roupas, lançando sortes; para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si minhas roupas, e sobre minha túnica lançaram sortes.Então se sentaram, e ali o vigiavam.E puseram, por cima de sua cabeça, sua acusação escrita: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.Então foram crucificados com ele dois criminosos, um à direita, e outro à esquerda.Os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças,e dizendo: Tu, que derrubas o Templo, e em três dias o reconstróis, salva a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz.E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas e os anciãos, escarnecendo dele ,diziam:Salvou outros, a si mesmo não pode salvar. Se é Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.Confiou em Deus, livre-o agora, se lhe quer bem; pois disse: “Sou Filho de Deus”.E os ladrões que estavam crucificados com ele também lhe insultavam.Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.E perto da hora nona, Jesus gritou em alta voz: Eli, Eli, lamá sabactâni?, Isto é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Ele está chamando Elias.Logo um deles correu e tomou uma esponja. Então a encheu de vinagre, colocou-a em uma cana, e lhe dava de beber.Porém os outros disseram: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.Jesus gritou outra vez em alta voz, e entregou o espírito.E eis que o véu do Templo se rasgou em dois, de cima até embaixo, a terra tremeu, e as pedras se fenderam.Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham morrido foram ressuscitados.E, depois de ressuscitarem, saíram dos sepulcros, vieram à santa cidade, e apareceram a muitos.E o centurião, e os que com ele vigiavam Jesus, ao verem o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram muito medo, e disseram: Verdadeiramente ele era Filho de Deus.Muitas mulheres, que desde a Galileia haviam seguido Jesus, e o serviam, estavam ali, olhando de longe.Entre elas estavam Maria Madalena, e Maria mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.
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  • A noite ao meio-dia

    A perícope 356 analisa o aparecimento de trevas durante a crucificação de Jesus, do meio-dia às 15h, relatado pelos três evangelhos sinóticos. Esse acontecimento cósmico é estudado em suas dimensões cronológicas e teológicas: sinal de juízo divino, cumprimento profético (Amós 8.9, Isaías 53) e véu pudico sobre a ignomínia da cruz. Ele precede as últimas palavras de Jesus e sua morte.

    Mateus 27.45 (Bíblia Livre) :
    Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.
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